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Gran Cru

Romir Paulino
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Esta semana tive a oportunidade de testar Grand Cru, de Ulrich Blum, autor novo assim como Vital Lacerda, do jogo de mesma temática, Vinhos (curioso 2 jogos com exatamente o mesmo tema lançados na mesma feira de Essen em 2010). O único outro jogo dele é Antigua, jogo de cartas publicado também em 2010 pela Adlung.
Gran Cru foi publicado pela Eggert Spiele em duas versões: normal e luxo, em caixa de madeira (como também vem se tornando uma tradição na Eggert Spiele) e com arte de Alexander Jung (que também fez alguma arte para o conhecido Dominion).
Em Gran Cru, assim como em Vinhos, o objetivo do jogador é cultivar e vender vinhos, com a grande diferença de que em Vinhos, ganha o jogo aquele que tiver mais pontos, e em Gran Cru, ganha o jogo quem tiver mais dinheiro.
Dinheiro, aliás, é o grande lance de Gran Cru. Já no início do jogo, cada jogador deve adquirir uma certa quantidade de empréstimos como seu capital inicial (ninguém tem nenhum montante de dinheiro inicial) sobre o qual, a cada ano, são pagos juros. Até mesmo o final do jogo é marcado pelo dinheiro (o jogo acaba quando alguém for obrigado e pegar se 12o empréstimo ou quando um jogador conseguir quitar todos seus empréstimos).
Ao longo do jogo cada jogador compra plantações de 5 diferentes tipos de uvas (através de leilões) ou peças que trazem algumas habilidades especiais (como colheita dobrada, por exemplo), colhe as uvas, transformando-as em vinhos, investe em propaganda, para aumentar o preço de venda, e vende seus vinhos. Ao final de cada rodada (ano), os vinhos produzidos são deslocados dentro da adega, mostrando o envelhecimento dos mesmos, e sendo o indicador de quando um vinho pode ser vendido (determinados tipos de uvas necessitam de mais tempo para maturarem enquanto que outros, quando ficam muito velhos, acabam estragando).
Também ao final de cada ano, cada jogador verifica quantos vinhos de cada tipo ele vendeu, recebendo pontos de prestígio por isto. Estes pontos de prestígio não valem nada ao final do jogo, mas servem para realizar algumas ações adicionais e especiais antes de cada ano começar.
Embora a temática seja a mesma de Vinhos, Gran Cru não é nem um pouco parecido com ele. A estratégia aqui é bem mais óbvia do que em Vinhos (que possui uma gama enorme de formas de pontuação), tornando-o um jogo um pouco mais simples para os novatos. Isto não quer dizer que seja mais fácil e é muito mais complicado de dizer quem está realmente ganhando o jogo.
d10-7
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Sun Jul 17, 2011 8:43 pm
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Die Burgen von Burgung

Romir Paulino
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Nesta semana experimentei The Castles of Burgundy, o 14o jogo da série de caixas grandes da alea, e quinto do Stefan Feld dentro da Alea (um casamento que, aparentemente, está dando muito certo já que todas as últimas caixas grandes da Alea são do Feld).
O jogo é um dice placement, ou seja, os jogadores rolam dados e decidem qual ação eles querem fazer com base nos resultados obtidos. Mas o curioso é que o jogo foi feito de tal forma que não acaba se tornando dependente apenas da sorte nos dados.
Cada jogador possui um pequeno tabuleiro que mostra um castelo e as redondezas dele, divididas em áreas de diversas cores (azul para rios, verde para fazendas, verde escuro para castelos, cinza para minas, marrom para cidade e amarelo para peças especiais), além de um depósito de mercadorias e uma pequena área de peças em construção.. Além disto, no tabuleiro central são mostrados armazéns e construções à disposição dos jogadores. Cada armazém ou construção está associado a um número de 1 a 6.
A cada nova rodada uma mercadoria chega a um armazém aleatório e cada jogador rola seus 2 dados, com os quais ele pode fazer, basicamente, 4 ações: trazer construções do tabuleiro principal para a área de construção de seu principado (desde que um de seus dados bata com o número associado a esta construção no tabuleiro principal), levar uma construção de sua área de construções para o mapa do principado (desde que um de seus dados bata com o número mostrado no campo correspondente do mapa do principado), vender mercadorias (desde que um de seus dados bata com o valor de uma de suas mercadorias armazenadas, lhe rendendo pontos de vitória e dinheiro) ou comprar trabalhadores (que servem justamente para alterar o resultado dos dados).
O grande lance do jogo é que cada nova construção colocada no mapa do principado possui alguma consequência imediata como, por exemplo, permitir a construção de outra peça qualquer sem ter que possuir um dado correspondente. Isto significa que os jogadores podem planejar "combos" em avançado e, através da utilização de trabalhadores, colocar estes combos em funcionamento (ou, ai sim com alguma sorte, dar certo de rolar o número desejado nos dados... hehehehehehe...)
A pontuação final chega de diversas formas: exportando mercadorias, fechando áreas da mesma cor, obtendo pontos extras de construções amarelas e fazendo tudo isto antes dos oponentes.
As ilustração de Julien Delval (o mesmo de BattleLore, Memoir '44, Citadels ou Dominion) e Harald Lieske (este mais desconhecido) são muito bem feitas e dão um toque especial ao jogo.
Mesmo com menos jogadores a jogabilidade é boa, pois existem menos construções à disposição dos jogadores.
A única ressalva é a qualidade do material da Alea. Embora em comparação com o Brasil o material seja excelente, pela qualidade dos jogos que a Alea produz, ela deixa a desejar na qualidade dos componentes, principalmente nas pecinhas destacáveis. Diversas outras empresas menores do que ela (como o caso da 2F) já produzem com cartolina com pelo menos o dobro da gramatura que a Alea utiliza, tornando os componentes não somente mais resistentes, como também mais fáceis de destacar e mais bonitos.
Como último detalhe, a partir desta publicação a Alea começou a ter o jogo com manuais em inglês e francês, além do alemão, ou seja, a partir de agora não é mais necessário comprar a versão americana para poder jogar...
d10-9
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Sun Jul 10, 2011 9:58 pm
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Novas Traduções

Romir Paulino
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Vários amigos já sabem que uma das coisas que eu gosto de fazer é traduzir regras, principalmente de jogos que não possuem manual em outra língua que não seja alemão.
Algumas exceções são os jogos da 2F-Spiele e da alea, para os quais eu tento traduzir tudo, independente de existir ou não uma versão oficial em inglês (sou fã de quase tudo que ambas as empresas fazem)...
E minhas últimas traduções já estão disponíveis aqui no BGG:

- Funkenschlag / Power Grid: em duas versões, original (P&B) e revisada (versão 2009 colorida)
- Wie Verhext! / Witch's Brew
- Der brodelnde Theriak: Expansão para o Witch's Brew

Espero que gostem
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Sat Jul 9, 2011 5:03 pm
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7 Wonders

Romir Paulino
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Eu cheguei a testar uma partida de 7 Wonders em Essen, no ano passado, mas naquela partida não achei o jogo muito excepcional, talvez devido a muvuca da feira, talvez devido aos demais jogadores... não sem bem ao certo. Felizmente resolvi tentar novamente e, quase um ano depois, passei a apreciar muito mais o jogo do que na minha primeira partida...
7 Wonders é um jogo de Antoine Bauza, figurinha carimbada da Repos Production, primeira produtora do jogo antes dele estourar mundo afora e ganhar o Spiel des Jahres (Kennerspiel) na Alemanha. Antoine empresta uma série de componentes já conhecidos de outros jogos, como Fairy Tale e até mesmo o clássico Siedler von Catan, mas de uma forma a tornar a composição final muito bem feita.
Neste jogo, que na verdade é um jogo de cartas, cada jogador controla uma das nações responsável pela construção de uma das 7 maravilhas do mundo antigo. Ao longo do jogo as cartas podem ter os mais diferentes sentidos: produtoras (que geram matérias primas), manufaturas (que geram produtos manufaturados), construções comerciais (que permitem compra de matérias primas dos vizinhos de forma mais barata), militares (que dão pontos de batalha), científicas (que valem pontos cumulativos ao final do jogo), guildas (que geram bônus ao final do jogo) e construções "azuis" (que simplesmente trazem pontos).
O jogo se passa ao longo de 3 eras, nas quais cada jogador recebe 7 cartas. Destas, ele escolhe uma que quer utilizar (construir) e passa as restantes para o jogador vizinho. Isto é repetido até que todas as cartas sejam utilizadas, momento em que uma era acaba.
Para construir uma carta, o jogador deve pagar o custo de construção (geralmente uma combinação de matérias primas e produtos manufaturados). Se ele não possuir tudo que necessita, ele ainda pode comprar as matérias restantes dos vizinhos. Algumas cartas podem ser construídas de graça caso o jogador tenha construído, em rodadas anteriores, um pré-requisito.
Ao final de cada era, cada jogador compara pontos de batalha com seus dois vizinhos. O ganhador leva mais alguns pontos de vitória para casa.
Além de tudo isto, cada jogador pode, também, construir a maravilha de sua nação. Isto não apenas lhe dá mais alguns pontos de vitória, mas também leva a algumas vantagens especiais que variam de nação em nação.
Como pode ser observado, a pontuação não é uma coisa muito simples com tantas formas diferentes de se ganhar pontos. Aparentemente a melhor estratégia é a mista, não focando os pontos em apenas uma área, mas distribuindo os mesmos ao longo das diversas formas de pontuação. Interessante é que, mesmo com uma forma de pontuação complexa, o jogo é bastante simples e fácil de ser aprendido. Uma partida, praticamente independente da quantidade de jogadores (podem ser até 7), não dura mais do que 45 minutos, tornado-o uma boa opção para se jogar entre outras partidas mais pesadas.
Infelizmente o jogo não possui apenas elogios: a caixa é enorme pelo conteúdo da mesma. Facilmente tudo caberia em uma caixa com menos da metade do tamanho (e isto é importante para aqueles que estão sem lugar no armário). Adicionalmente, aqueles pobres infelizes que compraram a primeira edição da Repos logo perceberam que as cartas possuíam uma qualidade bem ruim o que, para um jogo baseado em embaralhar continuamente o deck, significa que você vai ficar sem cartas em pouco tempo.
E o curioso é que o problema parece ter se repetido com a expansão de 7 Wonders: Leaders, cuja cor do fundo das cartas não bate direito com a cor das cartas do jogo básico...
Independente destas trapalhadas da Repos, o jogo é bem bacana, com um tema legal e uma boa jogabilidade.
Nota: d10-7
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Wed Jul 6, 2011 1:07 am
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