Tiago Luchini
Finland Oulu Oulu
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Galaxy Trucker começa sua atração especial no próprio nome: não é sempre que espaço e caminhoneiros são colocados lado à lado num tema. Mais ainda, voar em naves feitas (muitas vezes porcamente) com pedaços pré-fabricados de canos de esgoto explica bastante o humor por trás deste jogo.
Mas não se engane: por trás dessa camada de bom humor, um ótimo e divertido jogo se esconde.
Componentes
Adorei as pequenas peças de acrílico verde polido que representam baterias. Dão um toque muito especial ao jogo: você realmente sente o tema espacial se entrelaçando aos componentes.
A caixa é sólida o suficiente para suportar os diversos ladrilhos que compõem o jogo. Eles representam peças pré-fabricadas das naves e são bem-acabados o suficiente para garantirem pelo menos uma centena de sessões mesmo que tenham que ser manuseados constantemente.
O manual é uma obra-prima de humor e didática. Se pessoalmente, seguir qualquer manual já me é um prazer, o manual de Galaxy Trucker supera todas as expectativas. Ele explica de maneira bem simples e altamente bem-humorada o passo-à-passo do jogo.
Mecânica
O jogo é dividido em 3 grandes viagens. Em cada uma delas os jogadores precisam construir suas naves (progressivamente cada vez maiores e mais complexas), encaram uma série de aventuras espacias (progressivamente maiores e mais arriscadas) e finalmente realizam seus lucros pela empreitada. Aquele jogador que terminar com mais crédito, ganha o jogo.
A construção das naves é o coração do jogo. Uma nave bem feita, durará muito mais e trará mais lucros. Uma nave mau construída certamente ficará pelo meio do caminho. As naves são construídas simultaneamente por todos os jogadores mediante ao uso de uma ampulheta para controlar o tempo. Cada jogador pode buscar uma e apenas uma peça pré-fabricada do centro da mesa e decidir colocá-la na nave ou abandoná-la para que outros jogadores a usem.
Cada peça possui funcionalidades diferentes e pode ser encaixada na nave por conectores que também podem ser diferentes. Muitas vezes a peça desejada não encaixa na nave pelo simples fato que os conectores entre as partes não são compatíveis. Mesmo assim, o balanço das peças é incrivelmente funcional nunca deixando uma sensação de frustração por não achar uma peça que pelo menos sirva para a missão.
Mesmo que exista um bom punhado de peças com funcionalidades distintas (lasers, canhões de laser, motores, motores duplos, campos de força, armazéns, armazéns de produtos perigosos, sistema de suporte à vida e etc) todas elas fazem bastante sentido dentro do tema e da própria operação futura da nave sendo possível assimilá-las muito rapidamente.
Acabadas as naves, os jogadores partem para as aventuras. As aventuras são aleatórias sendo que 75% delas ficaram previamente disponíveis para os jogadores analisarem durante a fase de construção das naves. Várias coisas podem acontecer, a grande maioria das aventuras realiza algum tipo de dano na sua nave. Uma chuva de meteoros pode atingir à todos, ou um pirata pode atacar, pode-se cair num cruel campo de batalhas e etc. Cada carta de aventura é processada individualmente. Alguns eventos são resolvidos por características das naves e alguns envolvem o lançamento de dados que basicamente indicam a posição que algo irá colidir com a nave.
Tema
A brincadeira temática entre espaço, canos de esgoto, peças pré-fabricadas e aventuras realmente arriscadas dá ao jogo uma afinidade bem interessante com o tema espacial sem perder um humor que parece permear dentro da mecânica também. Dependendo do atual estado da sua nave você realmente teme pela próxima aventura que pode surgir ou torce para que o lançamento de dados não indique uma colisão num ponto estrutural importante. Você sabe que um meteoro batendo exatamente naquele ponto de fragilidade colocaria toda a sua missão à perder.
Também há aquele sentimento de diversão cada vez que uma das naves em jogo se decompõe gradualmente ou o regojizo quando você consegue evitar aquele poderoso pirata ou acertar um tiro num meteoro momentos antes que ele acerte sua nave.
Conclusão
Galaxy Trucker é um fantástico e divertido jogo que pode ser jogado em família ou entre amigos para muita diversão. Construir as naves requer alguns preceitos básicos e visão rápida para coletar as peças corretas. Requer também uma certa flexibilidade para montar "o que dá" dentro do tempo disponível. Há alguma estratégia aqui mas nada muito pesado. O que é preciso mesmo é visão rápida e mentalidade espacial para visualizar antecipadamente o tipo de peça necessária.
As aventuras trazem um nível de aleatoriedade na medida certa. O fato de poder estudar parte delas antecipadamente também ajuda muito e dá uma vantagem estratégica para aqueles jogadores que conseguirem construir e se antecipar apropriadamente.
Há a repetitiva rolagem de dados que pode ser vista como um ponto negativo por muitos mas que é bem colocada dentro do tema uma vez que nunca se sabe onde algo irá atingir sua nave. Existem também vários mecanismos que uma boa nave pode (e muitas vezes deve) ter para se proteger dessas ameaças o que resulta muitas vezes em evitar rolagens desnecessárias.
Galaxy Trucker é um jogo altamente recomendado e divertido que certamente agradará desde os jogadores casuais até aqueles mais calejados que aceitam um desafio espacial bem humorado e não muito complexo.
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Renato Tavares
Brazil Goiânia Goiás
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Tiago:
Ótima resenha! Realmente o Galaxy Trucker é muito divertido, e os fatores tempo e oportunidade dão um tom todo diferente ao jogo. É correr para pegar a melhor peça, não esquecer de olhar (e do que olhou) as cartas, reservar ou não aquela peça para usar mais na frente. Um jogo que, guardadas as devidas proporções, me lembra o Galaxy Trucker é o Factory Fun, conhece? [ ]s
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Tiago Luchini
Finland Oulu Oulu
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Casulo wrote: Um jogo que, guardadas as devidas proporções, me lembra o Galaxy Trucker é o Factory Fun, conhece?
Conheço e gosto muito. Mas achei o Galaxy Trucker melhor. Primeiro porque existe a possibilidade de pegar várias peças (o "pegar apenas uma fábrica" no Factory Fun é muita responsabilidade ) Além disso, a penalidade de abandonar uma peça também é menor do que no Factory Fun.
O que achei incrível nessa comparação é o fato que a lógica de conexão do Factory Fun é mais simples que do Galaxy Trucker (afinal de contas é só ligar "input" com "output") mas é impressionante como as pessoas acham Factory Fun mais difícil e moroso do que GT.
Ah... é o timer ajuda muito também 
[]s
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