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Lifeboats» Forums » Reviews

Subject: Lifeboats - uma resenha em português (a portuguese review) rss

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Fabio Tola
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Publicado em 1993 pela Walter Müller's Spielewerkstatt com o nome de "Rette Sich Wer Kann" (que traduz-se como "cada um por si!"), ele rapidamente ganhou popularidade como excepcional e cruel jogo de negociação pela comunidade americana que estava se iniciando no mundo dos jogos alemães, aonde ganhou o apelido de "Lifeboat Game" por causa dos enormes e pesados barcos de madeira que compunham o jogo.


Mais de 10 anois depois a Z-Man games faz esse re-lançamento, assumindo o apelido como nome oficial - Lifeboats, com arte nova e formato de caixa diferente. É essa edição que analisamos nessa resenha.

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A Idéia

Existe um estilo de jogo que não está catalogado em nenhum lugar mas já
possui uma boa quantidade de exemplos: é o da 'negociação cruel'.

Não importa se os seus argumentos são bons ou fazem sentido nos negócios
combinados com os oponentes - promessas não são dívidas e todos devem
estar preparados para ver seus planos frustrados quando alguém não cumpre o combinado ou uma votação não sai como prevista. Qualquer um que já jogou Diplomacia ou Intrigue conhece o sabor da frustração e da vingança pessoal.


O Lifeboats leva essa filosifia um passo além. Todos os jogadores possuem uma tripulação distribuída em diversos botes salva-vidas e o progresso e desgraça de cada embarcação são decidos unicamente pela votação do grupo. É o lado mais negro da democracia em aplicação, aonde a minoria sofre na mão da vontade coletiva.

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O Jogo

O jogo preza pela simplicidade - cada jogador possui 8 tripulantes que são divididos à sua vontade em 7 botes salva vidas diferentes. Cada bote está a três passos de chegar à uma das ilhas e ser salvo, mas a viagem será mais longa do que se imagina.

Cada rodada consiste em três etapas: jogadores votam em que barco irá
receber um furo (que possivelmente pode afogar um passageiro ou até mesmo afundar todo o bote), votam que barco irá se mover um espaço em direção às ilhas e ao final movem um dos seus tripulantes de um bote para outro.

Cada bote possui 6 espaços para passageiros - os furos devem ser sempre
colocados nos locais vaizos; caso eles são existam um do passageiros é
afogado para que seu lugar seja ocupado pela peça de buraco.

Todos os jogadores votam secretamente qual barco deve receber o furo,
sendo que um tempo para discussão, subornos, ameaçar e dedar os oponentes é sempre necessário e recomendado. E é aqui que o jogo brilha no seu elemento social, ao tentar convencer o grupo que o barco dos oponentes é um candidato melhor.

Todos podem votar em qualquer barco através de um baralho pessoal com cartas representando os 7 botes usados. Os empates são decididos pelo jogador inicial daquela rodada. Cada jogador ainda tem três cartas especiais de Capitão, que são gastas quando usadas. Ao jogar uma carta de capitão, o resultado da votação é ignorado e o dono daquela carta escolhe o barco que quiser. Porém se mais de um jogador usar o capitão na mesma rodada, todos eles se cancelam e o resultado da votação é considerado normalmente.

Caso não exista espaço vazio para o buraco no bote escolhido - um dos
tripulantes se afoga para dar lugar ao buraco. De novo ocorre uma votação, mas dessa vez somente quem está no barco participa, e seu voto tem um peso igual à quantos tripulantes ele tem presnetes ali. Jogadores tem dois tipos de peça, o marinheiros que tem peso um nessa votação e os oficiais, que tem peso dois. Além do peso maior, esses últimos valem mais pontos se atingirem as ilhas.

Caso um barco fique com mais buracos do que passageiros, ele imediatamente afunda e afoga todos que nele estão.

Em seguida o mesmo processo de votação é feito para mover o barco. Sáo só três movimentações para se chagar à uma das ilhas, mas obviamente os barcos mais à frente são aqueles que recebem mais oposição para avançar e mais propensos a ganhar uns furos novos no casco.

A úlitima fase é a de movimentação dos tripulantes, um momento aonde cada jogador primeiro retira seu personagem de um barco e depois o coloca em outro lugar vazio. Como somente um personagem pode sair de cada barco e não pode-se voltar para o mesmo lugar, as decisões de movimentação são poucas mas significativas pois é ali que irão se alterar as maiorias e misturar ainda mais cada bote.

Após a movimentação, o marcador de jogador inicial passa à direita e todo o processo se repete. Quando todos os botes chagarem nas ilhas o jogo acaba e ocorre a pontuação final proporcional ao número de tripulantes que sobreviveram e o valor individual de cada ilha.

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Os Componentes

Aqui fico meio em dúvida - a arte do jogo original era feia, mas
principalmente por ser antiga e em um estilo mais característico da produção
independente na década de 90. A edição nova refez toda a arte e consegue
deixá-la ainda pior, principalmente nas cartas (coisa que o jogo antigo não tinha, usava um disco para indicar a escolha). Por outro lado a arte do tabuleiro ficou melhor, mais limpa e colorida.

Fora esse detalhe o resto do jogo segue o mesmo padrão de eurogames: peões em 2 tamanhos, grandes botes em madeira maciça, e cartas com uma gramatura decente.

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Impressão Pessoal

O Lifeboats depende exclusivamente do grupo - o ponto forte do jogo é a
interação, o processo de negociação e lábia quando se tenta prejudicar um adversário ou convencer uma maioria que seu barco não representa ameaça. Então grupos mais sérios, competitivos e analíticos podem ter muita dificldade em apreciar todo o fator caos criado pelas voltações de 6 jogadores.

Os primeiros turnos são muito interessantes, quando se fazem `alianças` e
tenta-se evitar ficar muito forte em um barco, ficando assim mais dificil de se conseguir apoio para avança-lo. Conforme a situação fica mais assimétrica, a movimentação de tripulantes fica bem mais estratégica, já que é possível sair com um personagem de um bos botes retardatários para outro próximo da linha de chegada.

Infelzimente quando o jogo de reduz a três ou menos barcos, esse elemento de movimentar os tripulantes parece 'quebrar`, já que é muito fácil deixar um jogador sem opção de outro barco e forçado a perder um tripulante, já que estes não podem voltar para o bote de que sairam.

Bastante descontraído, com poucas regras e alte interatividade - é um jogo recomendado para grupos mais próximos e descontraídos. Se o seu pessoal gosta de jogar e fazer barulho ao mesmo tempo, não tem como errar.
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Gláucio Reis
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Re: Lifeboats - uma resenha em português (a portuguese revie
Quote:
"Rette Sich Wer Kann" (que traduz-se como "cada um por si!")

Só se você traduziu do inglês, na descrição do jogo. O sentido é o mesmo, mas a expressão alemã tem uma correspondente exata em português: "Salve-se quem puder!"

Quanto à arte na edição da Z-Man, acho bem adequada ao estilo do jogo, que eu chamo de party game alemão. De resto, boa resenha.
 
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